Sequência de Pierre Robin
O que é sequência de Pierre Robin?
A sequência de Pierre Robin (SPR) ou, simplesmente, sequência de Robin, compreende a tríade de obstrução respiratória, glossoptose e hipoplasia mandibular. A frequente ocorrência com fissura palatina secundária, de gravidade variável, levou a uma ampliação da definição para incluir a fissura. A incidência de SPR é estimada em cerca de um caso para cada 8.500 a 14.000 nascidos vivos, mas a variabilidade dos critérios diagnósticos dificulta sua definição precisa.
A SPR é popularmente conhecida como “síndrome de Pierre Robin”, mas o termo “síndrome” não deve ser empregado, por não se tratar de uma síndrome genética específica, mas sim de uma “sequência” de anomalias secundárias à hipoplasia mandibular. A SPR pode sim fazer parte de diversas síndromes genéticas, portanto deve ser avaliada por especialistas.

Quais os sinais e sintomas da sequência de Robin?
Os principais achados clínicos são micrognatia (mandíbula pequena), glossoptose (com obstrução da via aérea), fissura de palato (dificultando alimentação e fala), dificuldade respiratória (especialmente, na posição supina), problemas para mamar ou se alimentar nos primeiros meses de vida, atraso de crescimento e desenvolvimento (se não tratados).
Como é feito o diagnóstico da sequência de Robin?
O diagnóstico, geralmente, é clínico, baseado nas características evidentes logo após o nascimento. Porém, pode ser identificado ainda na gestação por meio de ultrassonografia. Após o nascimento, exames complementares são realizados para avaliar a gravidade da obstrução das vias aéreas, a anatomia do palato, a função da deglutição e da alimentação, a investigação de outras anomalias congênitas associadas.
Como é realizado o tratamento do bebê com sequência de Robin?
O tratamento é multidisciplinar e individualizado, visando garantir a segurança respiratória, a nutrição adequada e o desenvolvimento saudável da criança.
Nos primeiros dias de vida, os cuidados costumam se concentrar na estabilização da respiração. O manejo das vias aéreas em pacientes com SPR varia dependendo da gravidade da obstrução e pode envolver intervenção postural, pressão positiva nas vias aéreas, uso de sondas nasofaríngeas e, em casos mais graves, a realização de traqueostomia.
À medida que a criança cresce, outras intervenções cirúrgicas podem ser necessárias, como cirurgias corretivas para o fechamento do palato e, em alguns casos, a distração osteogênica mandibular, procedimento de avanço mandibular para melhorar a anatomia facial e a função respiratória.
O déficit de crescimento e problemas de desenvolvimento a longo prazo podem estar relacionados à apneia obstrutiva e dificuldades de alimentação no início da vida. Por isso, é de extrema importância o diagnóstico precoce seguido de tratamento adequado com equipe multiprofissional.
A causa exata da SPR ainda não é totalmente conhecida e tem sido associada a uma série de síndromes com diferentes modelos de herança genética.
Conheça a equipe multidisciplinar do Núcleo AIMA
Dr. André Sales Peres
Otorrinolaringologista e
Cirugião Crâniomaxilofacial
Dra. Melissa Zattoni Antonelli
Fonoaudióloga
Dr. Luciano Brandão
Anestesista Especializado em Via Aérea Avançada, Neuroanestesia e Anestesia Pediátrica
Dra. Luiza Virmond
Dra. Nancy Nakata
Bióloga Especialista em Anomalias Craniofaciais
Dra. Mariani Ribas
Psicologia
Perguntas Frequentes (FAQ):
Como é feito o diagnóstico?
— Dra. Luiza Virmond e Dra. Nancy Nakata (Equipe Genética)
O bebê com Pierre Robin precisa de traqueostomia?
— Dr. André Sales Peres (Otorrinolaringologista e Cirugião Crâniomaxilofacial)
A síndrome afeta o desenvolvimento da fala?
— Dra. Melissa Zattoni Antonelli (Fonoaudióloga)
O bebê precisa de sonda?
— Dr. Luciano Brandão (Anestesista Especializado em Via Aérea Avançada, Neuroanestesia e Anestesia Pediátrica)
Quais exames são indicados?
– Dra. Luiza Virmond e Dra. Nancy Nakata (Equipe Genética)
A síndrome de Pierre Robin tem cura?
– Dr. André Sales Peres (Otorrinolaringologista e Cirugião Crâniomaxilofacial)
A alimentação é um desafio nesse diagnóstico?
— Dra. Melissa Zattoni Antonelli (Fonoaudióloga)
Quando devo procurar ajuda?
— Equipe multidisciplinar do Núcleo AIMA






